quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Independência sentimental

Um dia, ao chegar à clínica onde faço terapia, ouvi um miado. Entrei no consultório, tive os meus 50 minutos de divã e o miado continuava lá, como uma trilha sonora para os meus questionamentos mais íntimos. Ao sair, decidi ver a cara do miado. Era branca e tinha olhos enormes, com três pálpebras. Eu não sabia bem o que ia fazer com ele, mas levei-o para o veterinário. Era ainda um ser sem nome e sem sexo. Algum tempo depois, quando o levei para casa, já era Milk e gata.

A minha relação com Milk se estreitou e eu fui sentindo menos necessidade do divã. Ando freqüentando o consultório apenas de forma quinzenal, pois minha vida, que já era embalada por leves sons de gatos (água sorvida depressa, ronronados dengosos...), passou a ter um fundo musical vasto e diversificado. Agora são sons de brigas por ciúmes e miados por tudo. Os questionamentos ainda existem, é verdade, mas agora, embalados por miados, parecem bem menos perturbadores.

 Milk não passa despercebida nunca, briga com os outros gatos pela minha atenção, tornou-se dona de tudo o que é meu e me segue pela casa. Não gosta de portas fechadas pra ela. A gatinha sai arranhando todas, chora e, assim como eu, acha sempre um meio de entrar onde quer. Além de tudo, ela reclama pela minha presença, pelo meu carinho, pelo meu amor, pelo meu tempo. Faz isso de uma forma muito leve e engraçada e acaba por preencher toda a minha necessidade de me sentir necessária. Mesmo assim, não me sufoca, pressiona ou chatea.  

É como disse o meu mais novo e sábio amigo Burroughs, "os gatos servem como telas sensitivas para atitudes bastante precisas quando escalados em papéis apropriados". 









quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Arthur e seus amigos


Eu quero isso pra mim rsrsrs


Foto: Arquivo Pessoal/ Silvia Lakatos

Em 19 de setembro de 2010, Arthur nasceu com 49 cm e 3,530 kg. Ótimas medidas e perfeito estado de saúde, contrariando aqueles que consideram impossível uma mãe vegana dar à luz um filho saudável. Naquele momento, eu estava com 39 anos de idade e tivera uma gravidez sem contratempos. Apenas um pouquinho de inchaço na reta final, quando a retenção de líquidos aumenta.
Dois dias depois, tivemos alta, saímos da maternidade, e Arthur começou o convívio com os outros habitantes de nosso pequeno apartamento: Miloca, Marília e Dirceu, três gatos muito queridos. Há mais felinos em nossa família. Mas, assim como os cachorros, eles moram na chácara ou ficam na casa de minha mãe, que é mais espaçosa.
Desde os primeiros dias com o bebê em casa, surpreendi-me com a noção de ética dos felinos. Eles respeitaram de tal forma as coisas do Arthur que eu nunca precisei tirá-los, por exemplo, das gavetas de roupas do pequeno (e olha que eles adoram entrar nas minhas!).  Era como se dissessem: “Entendemos que ele é seu filhote, não vamos dificultar as coisas, ok?”.
Aos poucos, eles foram se conhecendo e se aproximando. Hoje, o Arthur e os gatos brincam juntos — não no mesmo ritmo, é claro, pois uma das gatas tem 17 anos e quer dormir, não farrear! Mas eles dividem harmoniosamente o chão da sala, os brinquedos e até o carrinho de bebê…
Arthur é esperto. Suas primeiras palavras foram “ga” (apontando os gatos), “tata” (referindo-se às tartarugas que moram na escolinha que ele frequenta desde que voltei a trabalhar), “tetê” (leite”), “au-au” e “alô” — sim, ele “usa” um celular — de brinquedo, é lógico.
Agora estou esperando que ele se digne a falar mamãe!
Sílvia Lakatos Varuzza, 40, jornalista e historiadora.
ANDA 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O silêncio dos livros, dos gatos e Gerard Dubois

 Trazendo mais imagens do blog O silêncio dos livros . Desta vez, apresento aqui, especialmente, as ilustrações de autoria de Gerard Dubois, que parece gostar muito de gatos. Para comprovar isto, fiz uma pesquisa extra e trouxe mais dois de seus trabalhos com gatos e livros.

Gerard Dubois  trabalha como ilustrador desde 1991.

DuBois vive e trabalha em Montreal, Quebec. Suas ilustrações têm aparecido em publicações como Readers Digest, revista Rolling Stone, e The Wall Street Journal.

Atualmente está trabalhando em uma série de projetos, incluindo um livro infantil.




terça-feira, 13 de setembro de 2011

Hoje eu trago duas imagens com livros e gatos do blog O silêncio dos livros.
Ao contrário do exposto nesse blog, que eu amei conhecer, aqui, eu posto algumas explicações sobre as "figuras" que acompanham as nossas eternas paixões. Porque gente que gosta de livro e gato, só poder muito interessante...

Katherine Anne Porter (1890-  1980) foi uma jornalista texana, ensaísta, romancista e ativista política. Suas obras lidam com temas sombrios tais como traição, morte e a origem do mal humano.

Ilustração criada por Mónica Carretero. Vocês podem conhecer mais trabalhos (inclusive de gatos) na página Mónica Carretero.

Bjo grande!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

De volta com Nelson Motta





Depois de cinco meses sem postar, estou de volta à ativa. Para voltar em grande estilo, trago Nelson Motta e seu gato. Quem quer saber mais, deve acessar: https://www.paodeacucarmais.com.br/Secure/PilarAmor.aspx
Pra cá, eu trago o melhor trecho da entrevista:

“Trabalho tranquilamente, olhando o mar. Sento nessa
cadeira com o meu gato no colo... Maravilhoso”



segunda-feira, 28 de março de 2011

Nina é garota propaganda da campanha "Amamentação Felina"

Olá gente,
Essa é Nina com seus filhotes.
Abriguei a Nina em meu prédio quando ela estava grávida. Ela é a esposa do Francisco, um outro gatinho que alimento por lá, e foi trazida por ele para que nós ajudássemos com o parto. Bem, ele não disse isso, mas estava implícito.
Nina vai ser castrada e colocada para adoção, juntamente com os filhotes, mas só depois de desmamar. Porque, também no mundo felino, a amamentação se faz indispensável pois é responsável por uma vida saudável dos filhotes e pela tranquilidade da gata mãe. Vejam:


Esse espaço verde é perto da casa do caseiro do prédio, tem plantas e dá acesso ao local do abrigo da chuva e do sol, embaixo da escada. É bem tranquilo, porque o caseiro adora animais e está sempre de olho no bem estar de todos. É lá também que colocamos ração e água para mamãe e bebes.

Na foto acima, Nina faz carinho no filho enquanto o alimenta.

As fotos foram tiradas na manhã desse sábado, 26 de março. Ver esse momento todos os dias durante esse mês faz as minhas manhãs muito mais felizes. Quando a gente pensa que está dando muito ao abrigar uma família felina, a vida nos ensina que é o contrário:  A GENTE SÓ TEM A GANHAR!

O gatinho acima é a cara do Francisco, o gato pai. Muito fofo.

Bem gente, é isso. Lembrem-se, se vocês resgataram uma gatinha grávida e quiserem castrá-la e colocar os filhotes para adoção, aguardem o período da amamentação.

Uma excelente semana para todos!






segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Negrita

Olá gente,

hoje venho apresentar pra vocês a história da Negrita. Mais um caso feliz que resultou do meu aprendizado com a Pérola:

Na época da doença da Pérola, minha Tia Enedina (tia Nede) me deu muito apoio. Ligava diariamente para saber do estado da minha gatinnha. Ela já havia criado gatos, quando morava em outra cidade e seu marido ainda era vivo, porém todos os seus animais viviam fora da casa, em um grande quintal. Com a morte do marido, ela veio para a capital onde passou a morar só em um apartamento.


Bem, a Pérola ficou boa, mas minha tia continou ligando para saber dela e demonstrou por várias vezes a vontade de ter uma gatinha também. Minha mãe, então, foi em uma clínica veterinária que havia resgatado das ruas uma filhote preta bastante carinhosa. Há 5 meses a gatinha vivia na clínica a espera de adoção sem sucesso. (Nós gateiros bem sabemos a dificuldade de adoção de gatos pretos). Mamãe comprou areia, ração, potinho e banheiro para a gatinha, que era chamada pelos trabalhadores da clínica de Rainha de Sabá. Para ajudar, comprei uma caminha bem fofa e fomos deixar a gatinha com teu seu aparato na sua nova casa.

A identificação entre mãe e filha foi imediata, e Rainha recebeu um novo nome: Negrita e ganhou um quarto só para ela. Cheio de brinquedinhos e todos os seus outros pertences. Vejam um pouco da história da minha afilhada através das fotos.

 Negrita

 Tia Nede e sua filhota Negrita

Eu e minha afilhada



Gente, essa história ainda tem muito pano pra manga...mas depois eu conto!!! Para finalizar este capítulo, só posso dizer que a gatinha nos faz muito feliz!!!!


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Morphina e Gatinha batendo o ponto por aqui!

Hoje o André Stppelli postou essa foto da Morphina e da Gatinha no face dele.
Sorte nossa...